Minas disponibiliza R$ 10 milhões para equipes universitárias desenvolverem soluções para desafios tecnológicos
Programa Santos Dumont retorna com foco em apoiar a formação tecnológica prática e o desenvolvimento de competências em inovação
O Governo de Minas, por meio de parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), retoma, nesta quinta-feira (14/5), o Programa Santos Dumont, chamada que disponibiliza R$ 10 milhões para incentivar o desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia por equipes universitárias.
A iniciativa visa estimular equipes estudantis a conceber, desenvolver, construir e testar soluções, protótipos, experimentos e sistemas tecnológicos, promovendo a aplicação de conhecimentos acadêmicos na resolução de desafios tecnológicos concretos. As propostas devem ser submetidas até o dia 13/7, via Sistema Everest.

“Tecnologia e a inovação são fortes pilares para a criação de soluções relevantes para o setor produtivo e para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais”, diz a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, ao frisar o modelo de integração entre universidade, indústria e governo.
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“Ao investirmos em projetos de equipes universitárias, também impulsionamos a vivência acadêmica inovadora e promovemos a atuação da tríplice hélice”, ressalta Mila Corrêa da Costa. | ||||
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Despertando talentos
Retomado após sete anos, o programa incentiva a participação desses projetos em ações de divulgação científica, olimpíadas científicas, feiras tecnológicas, desafios de engenharia e competições educacionais de âmbito nacional e internacional.
“A chamada Santos Dumont nasce do diálogo entre a Fapemig, a comunidade acadêmica e as empresas. Uma vez que o estudante é inserido em um projeto prático e vivencia a prática dos laboratórios e competições, ele é estimulado a dar continuidade ao seu curso”, observa o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado.

Para estudantes de engenharia, a participação em competição é uma oportunidade de aprendizado, de expandir redes de contatos e de ampliar o aprendizado da sala de aula para a realidade.
Gustavo de Abreu de Araújo é um desses exemplos. Enquanto estudante de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele integrou a equipe do Fórmula UFMG, com foco em veículos tipo fórmula da universidade e que recebeu apoio do programa para competir. Atualmente, ele é engenheiro do Grupo Stellantis.
“Participar do Fórmula UFMG foi uma oportunidade de ouro na minha vida. Olhando para trás, vejo a importância para a minha trajetória profissional. Assim que eu me formei, já tinha autoridade em assuntos automotivos”, lembra Gustavo de Araújo.
Linhas de Financiamento
A chamada se divide em duas linhas de financiamento: a Linha A, que disponibiliza até R$ 7 milhões, é destinada ao desenvolvimento de projetos e protótipos tecnológicos e recebe propostas de até R$ 200 mil; e a Linha B, que disponibiliza até R$ 3 milhões, é destinada à participação em competições tecnológicas e científicas, recebe até R$ 50 mil para eventos de abrangência nacionais (B1) e até R$ 120 mil para evento de abrangência internacional (B2).
Entre os itens financiáveis, estão a aquisição e licença de softwares, passagens, diárias, despesas de importação, taxas de inscrição, camisetas. Os coordenadores podem também solicitar Bolsa de Desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (BDCTI); Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico (BIPDT) para servidores estaduais e Bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica (BIC STEM). Os valores estão disponíveis no site da Fapemig.
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