Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · Itabira, MG
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Fecomércio aponta contratação temporária de apenas 9,9% no Natal

Apenas 9,9% dos comerciantes pretendem contratar temporários para o Natal, aponta Fecomércio MG

A proximidade do Natal, uma das datas mais importantes para o comércio, não deve provocar uma ampliação generalizada das equipes de trabalho neste fim de ano. Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) revela que apenas 9,9% dos estabelecimentos entrevistados pretendem contratar funcionários temporários em 2026, enquanto 88,9% não planejam realizar esse tipo de contratação. O levantamento ouviu 413 empresas de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Uberlândia, entre os dias 19 e 27 de outubro.

 

Foto: Fecomércio aponta contratação temporária de apenas 9,9% no Natal

Os resultados mostram que a maioria dos empresários pretende atender à movimentação de fim de ano com a estrutura de pessoal já existente. Entre os estabelecimentos que não planejam contratar, 71,9% afirmam que o quadro atual de funcionários é suficiente para atender às necessidades do negócio.

Outros fatores citados são a perspectiva de baixa demanda e vendas (12,8%) e as limitações financeiras e econômicas (8,2%).

O levantamento também apresenta um contraste importante no mercado de trabalho: embora a maioria dos estabelecimentos não pretenda contratar temporários, 25,9% das empresas pesquisadas informam possuir vagas abertas para contratação de funcionários permanentes.

Os números revelam que as necessidades de contratação variam entre os estabelecimentos e que as oportunidades de emprego não estão restritas aos contratos de fim de ano.

Contratação de temporários permanece limitada

A intenção de contratar temporários em 2026 é de 9,9%, percentual próximo dos 10,4% registrados em 2024.

Foto: Fecomércio aponta contratação temporária de apenas 9,9% no Natal

Na comparação com 2023, quando 17,1% dos entrevistados pretendiam contratar, o indicador apresenta redução de 7,2 pontos percentuais.

Em 2025, por sua vez, a intenção de contratação foi menor que a atual. Naquele ano, 90,9% das empresas informaram que não pretendiam contratar temporários, enquanto, em 2026, esse percentual ficou em 88,9%.

A comparação mostra que a contratação de funcionários temporários permanece restrita a uma parcela dos estabelecimentos pesquisados, embora tenha apresentado pequena melhora em relação ao ano anterior.

A principal explicação apresentada pelos empresários que não pretendem contratar está relacionada à capacidade das equipes existentes de atender à demanda prevista para o período.

Vendedores e operadores de caixa lideram oportunidades

Entre os estabelecimentos que pretendem contratar trabalhadores temporários, as oportunidades estarão concentradas principalmente nas atividades diretamente relacionadas às vendas e ao atendimento ao consumidor.

A função de vendedor lidera as intenções de contratação, mencionada por 56,1% das empresas que planejam ampliar suas equipes. Em seguida aparecem os operadores de caixa, com 29,3%.

Atendentes e estoquistas também estão entre os profissionais procurados, ambos citados por 17,1% dos estabelecimentos contratantes. Os empacotadores aparecem com 7,3%, seguidos pelos fiscais de loja, com 4,9%.

Os resultados mostram que o reforço das equipes deve priorizar as atividades ligadas ao funcionamento diário das lojas, especialmente atendimento, vendas e organização de mercadorias.

Para os trabalhadores que procuram uma oportunidade de emprego durante o período natalino, os dados ajudam a identificar as funções mais demandadas pelos estabelecimentos pesquisados.

Falta de experiência é o principal obstáculo para contratar

Mesmo entre as empresas que pretendem contratar temporários, encontrar profissionais com o perfil desejado representa um desafio.

Segundo a pesquisa, 34,1% dos estabelecimentos contratantes apontam a falta de experiência como uma das principais dificuldades enfrentadas no processo seletivo.

A falta de capacitação profissional aparece em seguida, mencionada por 19,5% dos entrevistados, enquanto 17,1% citam a falta de profissionalismo dos candidatos.

Outros 7,3% relatam dificuldades para encontrar profissionais com o perfil adequado para as funções disponíveis.

Por outro lado, 24,4% das empresas que pretendem contratar afirmam não enfrentar obstáculos no processo de seleção.

Os resultados indicam que, além da disponibilidade de vagas, a experiência profissional, a preparação para as funções e a adequação às exigências dos estabelecimentos estão entre os aspectos considerados importantes pelos empregadores.

Contrato temporário pode abrir caminho para emprego permanente

A pesquisa também investigou as possibilidades de efetivação dos profissionais contratados para o período de fim de ano.

Entre as empresas que planejam contratar temporários e avaliaram essa possibilidade, 34,8% consideram média a chance de efetivação, enquanto 32,6% classificam essa possibilidade como baixa.

Outros 13% avaliam as chances como altas e 6,5% como muito altas. Já 13% consideram a possibilidade muito baixa ou nula.

Embora predomine uma avaliação moderada ou cautelosa, os resultados indicam que parte dos contratos temporários poderá se transformar em oportunidades permanentes.

Entre as empresas que preveem efetivar trabalhadores, janeiro é o mês mais citado para a contratação definitiva, com 42,9% das respostas. Dezembro aparece em seguida, com 23,8%, enquanto fevereiro concentra 19% e março, 9,5%.

A concentração das possíveis efetivações nos primeiros meses após o Natal indica que o desempenho dos profissionais contratados temporariamente poderá ser avaliado pelos estabelecimentos após o período de maior movimentação comercial.

Uma em cada quatro empresas possui vagas permanentes abertas

Outro resultado relevante do levantamento está na disponibilidade de postos de trabalho para contratação fixa.

De acordo com a pesquisa, 25,9% dos estabelecimentos entrevistados afirmam possuir vagas abertas para integrar seu quadro permanente de funcionários. Por outro lado, 73,6% não apresentam oportunidades disponíveis no momento.

O estudo também investigou as experiências das empresas com processos seletivos realizados nos últimos 12 meses.

Nesse período, 19,4% dos estabelecimentos relataram dificuldades para contratar, mas conseguiram preencher as vagas. Outros 10,9% enfrentaram obstáculos e não conseguiram concluir as contratações.

Entre os fatores que dificultaram o preenchimento das vagas, a falta de interesse dos candidatos foi a resposta mais citada, com 47,2%, seguida pela falta de mão de obra (35,2%) e pela ausência de qualificação profissional adequada (25,6%).

A incompatibilidade de horários também apareceu entre os obstáculos, com 13,6% das respostas.

Os resultados mostram que, além das expectativas de contratação para o Natal, o comércio enfrenta desafios relacionados à disponibilidade e ao perfil dos profissionais para o preenchimento de postos permanentes.

Planejamento das equipes marca preparação para o Natal

A pesquisa revela um cenário em que a maior parte dos estabelecimentos pretende atravessar o período natalino sem ampliar temporariamente o quadro de funcionários.

Ao mesmo tempo, as empresas que planejam contratar concentram suas oportunidades em funções essenciais para o atendimento aos consumidores, como vendedores, operadores de caixa, atendentes e estoquistas.

O levantamento também evidencia a importância da preparação profissional para quem busca ingressar ou retornar ao mercado de trabalho, especialmente diante das dificuldades relatadas pelos empregadores para encontrar candidatos com experiência e qualificação.

Embora as contratações temporárias estejam previstas por uma parcela relativamente pequena dos estabelecimentos, a existência de vagas permanentes e a possibilidade de efetivação de alguns trabalhadores demonstram que há diferentes caminhos de ingresso no mercado de trabalho do comércio.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 800 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

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