A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, entre segunda (12/4) e terça-feira (13/4), a operação Pele de Cordeiro nas cidades de Ribeirão das Neves e Vespasiano, Região Metropolitana, além de Curvelo, na região Central. A ação tem como objetivo desarticular organização criminosa dedicada a furtos e roubos de gado, carga e veículos, incluindo tratores. Foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove mandados de busca, com apreensão de diversos materiais.
Segundo apurado, foram identificadas ações criminosas do grupo em diferentes cidades do estado, a exemplo das regiões Central, Centro-Oeste e Metropolitana, como Curvelo (roubos praticados em quatro propriedades rurais), Capim Branco, Abaeté, Nova Serrana e Esmeraldas. Os levantamentos indicam também que os integrantes da organização agiam com o emprego de extrema violência contra as vítimas. Durante os crimes, elas chegavam a ser mantidas reféns por longo período e ainda eram ameaçadas de morte.

Outro apontamento da investigação é que os suspeitos guardavam a maior parte dos produtos subtraídos na cidade de Vespasiano e adjacências. Em janeiro, a PCMG, por meio da Delegacia Regional em Curvelo, já havia localizado e apreendido em Ribeirão das Neves, aproximadamente, 90 cabeças de bovinos e equinos produtos de crime, além de um veículo roubado e outros objetos subtraídos pela organização criminosa. Esses animais e materiais foram restituídos às vítimas, e as investigações prosseguiram, culminando na prisão dos integrantes do grupo nesta operação.
A operação, desencadeada pela Delegacia Regional de Polícia Civil em Curvelo, por meio da Delegacia de Furtos e Roubos e da Agência de Inteligência Policial, foi denominada Pele de Cordeiro em alusão à parábola bíblica e fábula grega, na qual a falsidade e o ardil são os principais vetores. No caso da organização criminosa investigada, um dos integrantes, residente em Curvelo, trabalhava em fazendas da região. Ele fazia toda a colheita de informações e levantamentos de locais que viriam a ser alvos. O acesso aos dados era facilitado, uma vez que ele mantinha estreito contato até mesmo com as vítimas. As informações eram repassadas aos demais membros do grupo, enraizado na Região Metropolitana, que executavam os crimes.
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