CPI Fura Fila: Chefias teriam determinado quem seria vacinado

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CPI dos Fura-Filas: Chefias da Secretaria de Saúde teriam determinado vacinação. Segundo subsecretária, gestores definiram quais servidores seriam vacinados; critérios de prioridade não foram checados.

Cássio Soares (dep. estadual PSD/MG), João Vítor Xavier (dep. estadual Cidadania/MG), Janaina Passos de Paula (subsecretária de Vigilância em Saúde da SES), José Sad Júnior (procurador do Estado de MG). Fotos: Sarah Torres/ALMG

As chefias de cada subsecretaria e assessorias da Secretaria de Estado de Saúde teriam ficado encarregadas de definir quais seriam os servidores a serem vacinados contra a Covid-19. A afirmação é da subsecretária da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, Janaina Passos de Paula, e foi dada durante testemunho prestado à CPI dos Fura-Filas da Vacinação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (22/04/21).

Janaina Passos de Paula (subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde), José Sad Júnior (procurador do Estado de Minas Gerais).

Segundo ela, coube às chefias determinar quem seriam seus servidores a serem vacinados e não houve quem conferisse se os critérios para a escolha desses servidores cumpririam a escala de prioridades prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

“Cada chefia deveria enviar uma planilha com o nome do servidor, os motivos de sua vacinação e a classificação de prioridade. Na área técnica da diretoria de vigilância de agravos transmissíveis, era verificada qual seria a ordem de vacinação dos servidores escolhidos de acordo com o que previa o memorando nº7, de 15 de fevereiro. Não foi conferido se a escolha dos servidores que foram solicitados para serem vacinados estava seguindo as prioridades do Plano Nacional”, explicou.

Segundo a subsecretária relatou, essa conferência não foi feita porque não foi prevista, partindo-se do pressuposto de que as chefias obedeceriam aos critérios de prioridade do Plano Nacional. “Não foi feito o crivo se estava certo ou errado, não sei informar o que ocorreu ou se houve algum erro. Apenas filtramos a planilha de acordo com o memorando e determinamos a ordem de vacinação daquelas pessoas que foram solicitadas, fizemos o escalonamento das pessoas cuja vacinação nos foi pedida”, disse.

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