Sedese vai promover independência financeira para mulheres em situação de violência

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Projeto da Sedese vai promover independência financeira para mulheres em situação de violência
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) realizou nesta sexta-feira (21/5) uma reunião de alinhamento com possíveis parceiros para promoção e execução do Projeto Trajeto Moda, uma iniciativa que tem como foco promover a independência financeira e aumento da autoestima de mulheres em situação de violência doméstica na Região Norte de Minas Gerais, local com o menor IDH do Estado.

Durante a reunião a secretária Elizabeth Jucá explicou que a ideia do Trajeto Moda, que é um dos projetos do Programa Percursos Gerais, surgiu após as análises quantitativas e qualitativas feitas pela secretaria nesta região, onde a violência contra a mulher foi levantada recorrentemente como questão social a ser trabalhada de forma eminente e que tende a se agravar num contexto epidêmico.

“Como a dependência financeira é um dos principais motivos que perpetuam o vínculo físico e emocional da vítima com o agressor, o Trajeto Moda vem para capacitar essas mulheres em corte e costura, cooperativismo, liderança e empreendedorismo para promover a independência pessoal e a criação de uma rede produtiva na região”, disse a secretária.

Adriana Machado, gerente do projeto Trajeto Moda, explicou que iniciará um projeto piloto na Associação de Mulheres do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, por meio do modelo Mínimo Produto Viável (MVP), onde dez mulheres da comunidade serão capacitadas, além de sete líderes da Região Norte que serão referências para etapa posterior.

Depois desta etapa piloto, será desenvolvida a capacitação de oitocentas mulheres em vinte cidades polo e respectivas zonas rurais do Vale do Mucuri, onde os formatos serão ajustados considerando as peculiaridades locais e o contexto em que as mulheres estão inclusas.

O subsecretário de Trabalho e Emprego da Sedese, Raphael Vasconcelos, pontuou a importância de trabalhar de forma articulada com todas as instâncias sociais, empresas privadas, instituições acadêmicas, organizações públicas e civis. “Como a transformação social demanda esforços articulados de todos os setores, é preciso a multiplicidade de colaboradores para solidificar o projeto e promover sua continuidade independentemente do poder público”, afirmou.

A presidente da Associação Mineira de Empresas de Moda (AMEM), Alice Correa, destacou a importância do projeto para o empoderamento dessas mulheres. “Todos temos vontade de ajudar e contribuir. O mais difícil era estruturar o projeto, que já está bem desenhado, agora poderemos mobilizar empresas do setor e certamente conseguiremos apoio”.
Participaram do encontro, realizado na sede da Utramig em Belo Horizonte, profissionais ligados à moda dos diversos setores sociais, empresas privadas, instituições acadêmicas, organizações civis e órgãos públicos.

Entre eles Wanessa Cabidelli, estrategista de moda (presidente Cabidelli Manager Mentos); Daise Guimarães, coordenadora técnica voluntária da UFMG; Thalita Rodrigues, da Associação Dia Criadores e Estilistas de Minas Gerais (ACRIEM); Ana Dzenk, da marca Victor Dzenk; Alice Morais, Presidente da AMEM; Zoka, do Concurso Novos Criadores, Karina, do núcleo de moda SEBRAE; Aldo Clecius, do Fhouse e Faculdade de Pós-Graduação em Moda de Uberlândia.