Gaeco realiza operação contra esquema de pirâmide financeira e cumpre mandados nos estados de Minas, Pará e no Distrito Federal. Operação Mercadores do Templo visa desarticular um esquema criminoso ‘relativo a uma complexa composição piramidal para captação de recursos financeiros sob a promessa de lucros exorbitantes’.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realiza uma operação contra um esquema de pirâmide financeira e cumpre mandados em Minas Gerais, Pará e no Distrito Federal. Segundo o MP, a ação visa desarticular um esquema criminoso “relativo a uma complexa composição piramidal para captação de recursos financeiros sob a promessa de lucros exorbitantes”.
Os mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva estão sendo cumpridos em Unaí (MG), Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Guanhães (MG), Belém (PA) e Brasília (DF). A quantidade de mandados não foi divulgada.

“As empresas do grupo criminoso ofereciam serviços financeiros de altíssima e ilusória rentabilidade, sob a promessa de juros remuneratórios de 8,33% ao mês para pessoa física e 10% ao mês para pessoa jurídica. Contudo, conforme se apurou durante as investigações, o modus operandi utilizado pelos investigados se assemelha ao modo de agir de grandes organizações criminosas responsáveis por delitos altamente complexos, conhecidas como ‘Esquemas Ponzi’ ou pirâmides financeiras”, disse o MP por meio de nota.
A operação recebeu o nome de Mercadores do Templo porque faz alusão ao momento bíblico em que Jesus expulsa do Templo de Jerusalém os mercadores que estavam usando a casa de Deus para fazer negócios e roubar o povo. As investigações apontaram que os membros da organização utilizavam a fé como principal meio de obter investidores para os supostos serviços financeiros que ofereciam.






