PCMG apreende mais de 60 celulares em ação contra crimes patrimoniais
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Durante cumprimento de três mandados de busca em Belo Horizonte e na região metropolitana, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu 62 celulares sem comprovação de origem. A ação policial, realizada ontem (24/9), é decorrente de investigações acerca de uma organização criminosa especializada em furto, estelionato e receptação de aparelhos de alto valor. Um suspeito, de 25 anos, foi preso em flagrante.
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As apurações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro há cerca de dois meses, apontam que o grupo atua em grandes eventos musicais e esportivos. “Além de cidades de Minas Gerais, há suspeita de que existam telefones apreendidos oriundos de crimes patrimoniais praticados em outros estados da federação e até mesmo proveniente de contrabando/descaminho de outros países”, pontuou a delegada Marcela Nogueira Macedo.
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Além dos celulares, durante a operação, foram apreendidos nos endereços alvo um tablet, três notebooks, quatro smartwatches, cinco máquinas de cartão, 32 cartões bancários e diversos acessórios. Por meio dos levantamentos realizados inicialmente, foram identificadas seis vítimas da capital e do interior, sendo que uma delas encontra-se residindo na Alemanha.

Foto: PCMGVítima de furto em um evento realizado em agosto, a bióloga Laura Cristina teve seu celular restituído nesta quinta-feira (25/9), um dia após a ação policial. “Hoje estou com o meu telefone em mãos, porque eu fiz o boletim de ocorrência”, contou. A estudante Isabela Resende, também já saiu da delegacia com o aparelho furtado dentro de um ônibus na semana passada. Ela contou que no mesmo dia registrou o fato. “Felizmente, a Polícia Civil conseguiu recuperar meu celular pelo IMEI”, comemorou.
Ostentação
O investigado detido foi autuado em flagrante por receptação qualificada pelo exercício de atividade comercial e encaminhado ao sistema prisional. “Durante as investigações, foi constatado que esse homem de 25 anos, mesmo tendo sido beneficiado pelo auxílio emergencial durante a pandemia, ostentava vida de luxo e viagem para Europa em suas redes sociais”, mencionou a delegada.
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Os trabalhos policiais apontam, ainda, para indicativos de que, após a receptação, os investigados entram em contato com as vítimas com o intuito de conseguir desbloquear os aparelhos e subtrair valores de contas bancárias.
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“As investigações continuam no sentido de identificar a origem dos materiais apreendidos e localizar outros envolvidos no esquema criminoso”, concluiu Marcela Macedo.
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Tá Entregue
A operação dessa quarta-feira (24/9) está alinhada com a ação Tá Entregue da PCMG, que visa ao enfrentamento qualificado de crimes patrimoniais envolvendo celulares, com foco na repressão das práticas criminosas, recuperação dos aparelhos e restituição dos bens às vítimas.
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Nesse sentido, a Polícia Civil reforça a importância do registro do boletim de ocorrência em casos de perda, furto ou roubo de celulares, e, principalmente, que a vítima informe o número de IMEI do aparelho. O procedimento permite o rastreamento e a localização dos dispositivos, aumentando as chances de recuperação.
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Os materiais apreendidos na operação já estão sendo analisados, e as vítimas identificadas serão notificadas pela PCMG para a restituição.
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