Operação Corujão mira organização criminosa familiar em Januária

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Operação Corujão mira organização criminosa familiar em Januária

Um grupo familiar investigado por exploração de jogo do bicho e lavagem de dinheiro foi alvo da operação Corujão, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta quinta-feira (23/4), em Januária, região Norte do Estado. A ação policial resultou no cumprimento de sete ordens de prisão preventiva e de dez mandados de busca e apreensão, bem como no bloqueio de contas bancárias e na indisponibilidade de bens móveis e imóveis.

Segundo apurado, integrantes de uma mesma família, de Januária, atuavam há mais de 20 anos no município, com estrutura organizada e divisão de funções entre chefia, contadores, gerentes e cambistas. Ao longo desse período, como apontam as investigações, a atividade ilícita se expandiu e passou a movimentar cifras milionárias.

Para ocultar a origem dos recursos, os investigados teriam criado empresas nos ramos de materiais de construção e distribuição de gás, utilizadas para a prática de lavagem de dinheiro.

PCMG/Divulgação

O delegado responsável pelo caso, Flávio Cavalcanti Rocha, destacou a complexidade da apuração. “Havia uma estrutura bem definida, com divisão de tarefas. Foi necessário um trabalho minucioso para rastrear o caminho do dinheiro, desde a arrecadação com os cambistas até a sua inserção no mercado formal”, explicou.

Repressão

Durante a operação, foram apreendidos cerca de dez veículos, entre caminhões, automóveis, motocicletas e máquinas, além de celulares, dinheiro, documentos e outros materiais de interesse investigativo.

O delegado regional em Januária, Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, ressaltou a relevância da ação. “Esta operação reafirma o compromisso da Polícia Civil no enfrentamento do crime organizado, especialmente no combate à lavagem de dinheiro oriunda da exploração do jogo do bicho”, afirmou.

Fase anterior

A ação policial desencadeada hoje é desdobramento da operação Ascêncio Bet, deflagrada em janeiro de 2024, quando a PCMG já havia identificado a atuação do grupo criminoso. Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sete pessoas foram presas e a Justiça autorizou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados, visando enfraquecer a estrutura financeira da organização.

Com base nos levantamentos obtidos em continuidade à primeira operação, novos mandados foram representados pela Polícia Civil à Justiça e executados na operação Corujão. O nome dado à ação faz referência ao termo Corujinha, utilizado no jogo do bicho para indicar o último sorteio do dia, às 21h, simbolizando a fase final das ações do grupo investigado.

Efetivo

Ao todo, cerca de 25 policiais civis participaram da operação, com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da PCMG e do Ministério Público de Minas Gerais. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário da comarca de Januária. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

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